O Mal de Alzheimer é uma doença crônica, progressiva e incurável. A utilização de técnicas de arteterapia no acompanhamento desses pacientes visa a melhorar sua qualidade de vida, trabalhando pela manutenção da sua integridade cognitiva, emocional e social e possibilitando sua autonomia por mais tempo.
Esse trabalho terapêutico se dá em parceria com os familiares/cuidadores e o médico do paciente, a fim de que haja um claro entendimento dos comportamentos causados tanto pela doença quanto pelo próprio processo terapêutico.
No acompanhamento desses pacientes, a utilização de técnicas específicas tem se mostrado eficaz no resgate das memórias recente e pregressa, no reforço da identidade, no aumento da atenção e na capacidade de focalizar situações, temas e atividades específicas.
Os pacientes atendidos apresentam melhora da auto-estima, fruto da descoberta de novas potencialidades, apesar do reconhecimento das próprias limitações e possibilidades.
Estimula-se a socialização, tanto no resgate de entes queridos como na busca de novas atividades.
A arteterapia facilita também a expressão de sentimentos dolorosos em decorrência da consciência das seqüelas e progressão da doença — bem como, em alguns casos, da opção pelo esquecimento de fatos dolorosos como um mecanismo de defesa frente à dor.
Sob esse ângulo, podemos pensar que o desenvolvimento da doença é desencadeado e agravado por uma atitude inconsciente do paciente frente à sua história de vida; quando isso vem à tona, o paciente tem a chance de se reposicionar, o que pode retardar a progressão da doença.

Colando lembranças